Sem acordo, projeto da Brigada Militar será votado em fevereiro
Escrito por Clube FM 101.1 em 21 de dezembro de 2021
Os líderes das bancadas não fecharam acordo para colocar em pauta na sessão de amanhã o projeto do governo do Estado que trata de mundanças no plano de Carreira da Brigada Militar (BM). A decisão de adiar a análise em plenário ocorreu na reunião no final da manhã na Assembleia Legislativa. Como amanhã será a última sessão antes do recesso parlamentar, o texto deverá ser votado somente em fevereiro de 2022.
Ontem à noite, o governo chegou a sugerir alterações ao projeto de lei complemetar (PLC) e reduzir resistências. O deputado Luiz Marenco (PDT), que presidiu uma Comissão de Representação Externa sobre o tema no Parlamento, destacou que o texto apresentado pelo Executivo divergia do que havia sido construído pelas associações e o Comando-geral da instituição. Pontua questões como a extinção do CTSP e a promoção exclusivamente por antiguidade, além de curso superior para ingresso na carreira.
“O plano de carreira é uma dívida que temos com os praças da BM e precisa ser implementado, mas o plano original, aquele que foi debatido e construído com a categoria. O que o governo apresentou é uma aberração. Ter conseguido mais um prazo para negociarmos e sensibilizarmos o Parlamento e o Executivo em relação às reais demandas dos soldados foi uma grande vitória. Agradeço muito aos colegas deputados que tiveram essa compreensão e adiaram a votação do texto atual”, disse Marenco.
Definição da pauta de votações
Diante do início do recesso parlamentar, na quinta-feira, ficou definido que haverá votações hoje e amanhã na Assembleia. Não haverá Grande Expediente uma vez que os deputados Gabriel Souza (MDB) e Ernani Polo (PP) desistiram de utilizar o período para que as votações já iniciem no começo das sessões.
Os líderes também inverteram a pauta de votações de hoje, composta por 38 matérias, das quais quatro do Executivo trancam as seguintes. Para as sessões de quarta-feira, há oito matérias a serem deliberadas, incluindo a que trata da reposição salarial do magistério e outras quatro do Executivo que também trancam a pauta.