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Passo Fundo deverá ter planta de etanol em operação em 2026

Escrito por em 16 de agosto de 2024

Com sede em Passo Fundo, na região do Planalto Médio do Rio Grande do Sul, a 289 quilômetros de Porto Alegre, a empresa Be8 anunciou o início das obras de construção de uma nova planta de etanol na cidade. O parque fabril será o primeiro de grande porte do Estado dedicado à produção de biocombustível com cereais, e a primeira produção de glúten vital do Brasil.

“Hoje começamos a tornar um sonho em realidade com mais este empreendimento industrial da Be8 em Passo Fundo, que vai trazer desenvolvimento e oportunidade para nossa região e mais uma solução de energia verde para a transição energética do país”, celebrou Erasmo Carlos Battistella, presidente da Be8, nesta quarta-feira, 14.

De acordo com Battistela, as instalações vão abrigar fábricas para produção de alimento humano (glúten vital), energia renovável (etanol) e alimento animal (farelo). O início da atividade de terraplanagem movimentará 1,5 milhão de metros cúbicos de terra, entre corte e aterro, numa área total de 80 hectares. A área construída da nova planta será de cerca de 40 hectares, ou mais de 63 mil metros quadrados.

Com previsão de operação em 2026, a fábrica de etanol vai gerar mais de 800 empregos durante a fase de implantação do projeto, com preferência à contratação de mão de obra local, promovendo o treinamento e a capacitação especializada para manutenção e operação da unidade. Em operação, a planta deverá gerar aproximadamente 175 empregos diretos.

A Be8 está estruturando, com instituições de ensino, cursos de formação técnica e de aperfeiçoamento profissional com o objetivo de desenvolver e formar profissionais qualificados para a nova fábrica e demais processos industriais da empresa. A companhia também vai priorizar a contratação direta e indireta de empresas estabelecidas em Passo Fundo para a realização de investimentos. A usina será flexível para a produção de etanol anidro (que pode ser adicionado na gasolina) ou hidratado (consumo direto) e terá capacidade de 220 milhões de litros.

Farelo e glúten

A Be8 também vai oferecer ao mercado o farelo oriundo do processamento dos cereais, conhecido como DDGS (sigla para, em inglês, distiller’s dried drains with solubles, ou grãos secos de destilaria com solúveis), obtido imediatamente após o processo fermentativo de produção de etanol. Esse é um coproduto com grande potencial de utilização em rações animais. Serão produzidos 155 mil de toneladas por ano de farelo.

O glúten vital, por sua vez, é um concentrado proteico em pó obtido a partir da farinha de cereais. Atualmente todo o glúten consumido no Brasil é importado. Com o projeto, a Be8 suprirá integralmente o mercado brasileiro, com capacidade para atender ao Mercosul também. A unidade produzirá 35 mil toneladas/ano de glúten vital.

A unidade contará com autoprodução de energia elétrica com cogeração a partir de biomassa e a oferta de energia excedente será disponibilizada na rede de distribuição do município. Não haverá lançamento de efluentes líquidos, que serão utilizados para produção de vapor no processo de produção.

A empresa

A Be8 é uma empresa global de energias renováveis que implementa novas matrizes energéticas por meio de um ecossistema circular de inovação. A companhia, fundada em 2005, é integrante da holding ECB Group. A empresa conta com escritórios administrativos em São Paulo (SP), em Genebra, na Suíça, e em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, responsáveis por comercializar a produção de Passo Fundo (RS), Marialva (PR), La Paloma (Paraguai) e Domdidier (Suíça).

“A movimentação que observamos aqui no terreno da fábrica é o resultado de uma longa estratégia financeira que envolveu um financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, que aprovou o valor de R$ 729,7 milhões para a construção de fábrica”, explicou Tulio Abi-Saber, vice-presidente financeiro da Be8.

Fonte: Correio do Povo


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