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Superlotação no Hospital Comunitário de Nonoai preocupa profissionais da saúde

Escrito por em 29 de maio de 2025

Na manhã desta quarta-feira, 29 de maio, a Rádio Clube FM recebeu em seus estúdios o enfermeiro Marcos Linhares e a médica Suellen Pizzi para esclarecer à população sobre a situação atual do atendimento no Hospital Comunitário de Nonoai, que vem enfrentando uma expressiva superlotação nas últimas semanas.

De acordo com os profissionais, o hospital tem atendido, em média, 130 pacientes por dia na emergência, número considerado muito acima do habitual. A maior parte desses atendimentos, segundo relataram, poderia ser realizada nas unidades básicas de saúde do município.

“Estamos enfrentando uma alta demanda por consultas que não são de emergência. Isso compromete o atendimento de casos realmente graves, como infartos, AVCs e politraumatismos”, destacou Marcos Linhares. A superlotação, segundo ele, não só dificulta a fluidez do atendimento, como também sobrecarrega os profissionais e prejudica a qualidade do serviço prestado.

A médica Suelen Pizzi enfatizou que os principais casos que têm lotado o hospital são síndromes respiratórias leves, que deveriam ser avaliadas, em primeiro momento, na atenção primária. “Estamos recebendo muitos pacientes com sintomas gripais de um único dia, febre baixa e coriza. Isso acaba ocupando os leitos e atrasa o atendimento de quem realmente precisa de cuidados imediatos”, explicou.

Quando procurar a emergência

Durante a entrevista, os profissionais fizeram um apelo à população para que utilize os serviços hospitalares com responsabilidade, buscando o hospital apenas em casos de real necessidade. Foram listados como casos que devem procurar a emergência:

  • Falta de ar (dispneia), especialmente em pacientes asmáticos;
  • Febre persistente por mais de 72 horas;
  • Sintomas respiratórios graves em idosos;
  • Saturação de oxigênio baixa;
  • Casos de trauma, infarto ou AVC.

Pacientes com sintomas gripais leves — como tosse, dor de garganta ou febre baixa por até dois dias — devem procurar, inicialmente, as unidades de saúde para orientação e tratamento.

Prevenção ainda é o melhor remédio

Além de reforçar a importância do bom uso dos serviços hospitalares, a médica alertou para a baixa procura pela vacinação contra a gripe e a COVID-19, especialmente neste período de temperaturas mais baixas. “Grande parte dos pacientes internados com síndromes respiratórias graves não está vacinada. A vacinação continua sendo a forma mais eficaz de prevenção”, disse.

Outro ponto levantado foi a necessidade de manter cuidados preventivos básicos, como evitar aglomerações, utilizar máscaras em caso de sintomas gripais e adotar hábitos higiênicos, como o uso individual do chimarrão. “O gaúcho tem o hábito de compartilhar a cuia, mas, neste momento, é importante cada um usar a sua, para evitar o contágio por gotículas contaminadas”, alertou a médica.

Atendimento regional

O Hospital Comunitário de Nonoai é referência para oito municípios da região, além de receber pacientes de outras localidades em busca de especialidades médicas. Diante dessa ampla demanda, os profissionais pedem a colaboração da população para que o hospital possa manter a excelência no atendimento dos casos mais urgentes.

“Nosso objetivo não é negar atendimento, mas garantir que quem realmente precisa, receba o cuidado necessário, com segurança e qualidade”, afirmou o enfermeiro Marcos.

A entrevista completa está disponível na programação da Rádio Clube FM e também reforça o compromisso da emissora em levar informação de utilidade pública à comunidade.


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