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Justiça do RS mantém condenações e aumenta penas de pai e madrasta de Bernardo Boldrini

Escrito por em 18 de julho de 2025

A Justiça do Rio Grande do Sul manteve as condenações de Leandro Boldrini e Graciele Ugulini, pai e madrasta de Bernardo Uglione Boldrini, e aumentou as penas pelos crimes de tortura e abandono material.

Leandro e Graciele foram condenados a mais de 17 anos de prisão, sendo 13 anos e 15 dias em regime fechado por tortura, e 4 anos, 9 meses e 15 dias em regime semiaberto por abandono material. Também foi aplicada uma multa equivalente a dez salários mínimos da época, corrigida pelo IGP-M.

O crime de submissão a vexame e constrangimento foi extinto por prescrição.

O desembargador João Pedro de Freitas Xavier, relator do processo, destacou que a família falhou em proteger Bernardo, submetendo-o a intenso sofrimento físico e mental.

Bernardo desapareceu em 4 de abril de 2014, em Três Passos, e foi encontrado morto dez dias depois, enterrado às margens do rio Mico, em Frederico Westphalen.

Em 2019, quatro pessoas foram condenadas pelo crime, entre elas Leandro, Graciele, Edelvânia Wirganovicz e Evandro Wirganovicz. Leandro teve seu julgamento anulado e foi novamente condenado em 2023. Edelvânia morreu na prisão em abril de 2025, e Evandro teve a pena extinta em 2024.

Fonte: RS Agora

Redação Clube FM 101.1 Jornalismo com Responsabilidade


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