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Ocupação de leitos de UTI no RS mantém nível estável em outubro

Escrito por em 26 de outubro de 2021

Após registrar queda acentuada das internações em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) até o início de setembro, o Rio Grande do Sul observa estabilização das hospitalizações no mês de outubro. Mesmo com avanço da vacinação no Estado, a ocupação dos leitos de terapia intensiva chega nesta terça-feira a 57,6%, com 1.901 pacientes em estado grave. Dos 3.301 leitos disponíveis, 1,4 mil estão livres. Conforme dados do portal Coronavírus da Secretaria Estadual da Saúde (SES), há um mês a rede hospitalar tinha um pouco menos de leitos livres: 1.390.

Mesmo com avanço da vacinação contra o novo coronavírus, as internações em UTIs em outubro mantêm média superior a 1,9 mil pacientes. Conforme a SES, embora mais de 6,7 milhões de pessoas já tenham completado o esquema vacinal no Estado, o equivalente a 59% da população vacinável, as internações por Covid-19 no Estado – depois de apresentar redução expressiva em julho e agosto – se estabilizaram em outubro. Até o dia 25 deste mês, em média, 456 pacientes com a doença estavam em UTIs. O maior número de internações foi registrado em 21 de outubro, com 482 pacientes em estado grave.

Para Carina Guedes Ramos, epidemiologista do Hospital Nossa Senhora da Conceição, o cenário atual sugere uma redução progressiva das hospitalizações. “Não é uma queda acentuada. Aqui no hospital, em alguns momentos, a gente acabava registrando vários dias com mesmo número de pacientes internados, mas ao longo do tempo isso vai caindo, se sustenta um pouco e cai um pouquinho”, assinala. Apesar da cobertura vacinal adiantada e da diminuição do número de mortes e de internações por Covid-19, Ramos avalia que ainda é cedo para garantir que a pandemia está no fim.

Caminho para endemia

Alguns especialistas apontam que o RS, por conta do bom ritmo de vacinação, já anteveem os primeiros sinais de um processo de passagem de uma epidemia para uma endemia – que é caracterizada pela ocorrência recorrente de uma doença em determinada região, mas sem um aumento significativo no número de casos. Mas essa não é a avaliação da especialista. “Dizer que estamos caminhando para uma endemia ainda seja um pouco precoce”, alerta, acrescentando que alguns países estão registrando novo surtos da doença.

Ela destaca que “estamos caminhando para um momento mais controlado da pandemia”, mas ressalta que a população precisa cumprir a sua parte e completar o esquema vacinal. Conforme a SES, 769 mil pessoas estão com a vacinação incompleta no Estado ou não foram registradas no Ministério da Saúde. “Espero o dia em que não vamos ter nenhum óbito (em função da doença) no Estado, mas internação zero é difícil. Nós conseguimos completar uma semana sem óbitos no Conceição. No pico (da pandemia) até metade do ano tinha óbitos diários”, afirma.

Fonte: Correio do Povo


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